Que saudades daquele tempo em que o
Natal era a verdadeira festa da família. Onde todos, sem exceção, se reuniam à
volta da lareira num longo, alegre e simples serão de partilha.
Que saudades daquele tempo em que
falar de família era muito mais fácil e simples... sem tantas feridas causadas
pelas divisões, opções, taras e injustiças que hoje infelizmente a todas as
famílias direta ou indiretamente marcam.
Que saudades daquele tempo em que o
Natal era o encontro demorado ao redor da mesa. Saudades daquele cheiro, às
vezes até incomodativo, dos cozinhados à lareira em enormes panelas de ferro.
Que saudades daquele natal em que
estávamos todos... os avós, os pais... os filhos e netos... Estávamos todos
fisicamente. Agora alguns estão junto de Deus e a ausência física doí-nos
muito. Doi sempre... mas doi mais no Natal!
Que saudades daquele Natal em que o
presépio tinha as imagens tradicionais todas colocadas sobre musgo que sujava
tudo mas ajudava à verdade da celebração.
Hoje é tudo de plástico. Hoje é
tudo descartável – a árvore, os enfeites e se houver imagens ficam bem
escondidas e duram pouco.
Que saudades daquele tempo em que o
Natal tinha verdade.
Embora já falássemos o Pai Natal...
acreditávamos que era o Menino Jesus nos traria as prendas se as merecêssemos
(e não simplesmente se nos portássemos bem!)
Devolvam-nos o Natal
Não precisamos de tantas luzes
psicadélicas a piscar. Precisamos da luz da verdade nas relações familiares,
profissionais e pessoais. Se amamos a Deus e aos irmãos andamos na luz. É essa
luz que queremos e precisamos descobrir no Natal.
Não precisamos de tantas prendas,
correrias e atrapalhações. Precisamos de tempo para simplesmente poder estar.
Cuidar. Amar com todas as letras.
Devolvam-nos o Natal
Onde o aniversariante está. Onde a fé e a esperança cresce na partilha e na atenção reciproca pelo outro.
Devolvam-nos o Natal onde os
presentes são também para o aniversariante e não simplesmente um descargo de
consciência. Uma obrigação vazia. Oca! Uma obrigação que criamos sem sentido e
sem verdade.
Devolvam-nos o verdadeiro Natal sem
gastos desmesurados. Sem carnaval fora de tempo de uma figura tantas vezes
ridícula vestida de vermelho.
Devolvam-nos o Natal da
simplicidade (um natal de verdade simbolizado num Deus menino).
Devolvam-nos o Natal da verdadeira
alegria (um natal de verdade simbolizado no sorriso de Deus encarnado em Jesus)
Devolvam-nos o Natal longe de
confusões e fantasias. Longe de novelas e egoísmos. (um natal de verdade
simbolizado na simplicidade do Menino Jesus do presépio)
A todos desejo um Natal de verdade.
Um Natal com a verdade que é Jesus
Cristo.
Que o menino Jesus traga a todos
paletes e paletes de saúde. Resmas e resmas de paz. Toneladas e toneladas de
esperança e coragem para todos nós e para todos os nossos.
Um Santo e feliz Natal