Clique aqui - Balanço no segundo aniversário: https://soundcloud.com/carlos-t-13/2-anos
Apetece-me dizer umas cenas…
Cumprindo hoje o segundo aniversário ao serviço das “Paróquias da Estrela” parece-me que a lua de mel (do casamento pároco/paróquias) já lá vai! Sendo que isto não quer dizer absolutamente nada.
Já nos vamos conhecendo. Pelo menos de vista!
Já nos vamos entendendo… pelo menos mais ou menos!
Tenho a certeza Deus vai ajudando e caminhando connosco.
Há dois anos… Não queria nada vir… Gostava de estar onde estava.
Mas, como escolhi como divisa - Amar e partir . Tive de aguentar-me.
Obedeci!
Continuo benfiquista,
Trapalhão e acelerado como sempre… Poucas ou nenhumas melhoras!
Insiste o Senhor Bispo em confiar-me o serviço pastoral de São Giao, Sandomil, Vila Cova, Santiago, Carragozela e Sabugueiro com todos os lugares anexos: Folgosa da Madalena e do Salvador, Maceira, Furtado, Cabeça de Eiras, Corgas, Rio de Mel, Parceiro e ainda os lugares microscópicos de Alentejo, Covão, Aldeia Nova e Barroca.
Mantenho-me a auxiliar a Misericórdia de Seia.
Não desisto de acompanhar como diretor diocesano o Movimento dos Cursos de Cristandade.
Persisto ainda em manter-me intelectualmente saudável numa pós-graduação na Universidade Católica de Lisboa.
Sim, é demais!
Face ao exposto, como facilmente subentendem, não tenho tempo para fantasias e histórias. Por mais rocambolescas ou românticas…
Não tenho paciência para teorias que de tão perfeitas se tornam humanamente impossiveis de concretizar.
Não tenho pachorra para “tricas e mexericas” porque felizmente tenho muito trabalho e considero o meu tempo demasiado precioso para se gastar assim… tento, ainda que falhando muito, estar à altura de todas as missões que me confiam.
Rezo… idealizo… faço… (mal tantas vezes, mas com amor!)… e confio que Deus, servindo-se da minha fraqueza, fará o melhor.
As minhas paróquias e as minhas responsabilidades diocesanas são o meu tesouro. Os meus paroquianos são os melhores do universo e arredores.
Recordo, dois anos depois, o maravilhoso acolhimento que me quiseram prestar.
É maravilhoso ainda hoje tanto carinho que insiste prolongar sem fim a lua de mel.
Tenho muito a agradecer especialmente a tanta gente generosa que vou encontrando. Com inegável sacrifício pessoal se prontificam a ajudar-me pessoalmente a carregar a minha cruz e a realizar da melhor forma as minhas responsabilidades. Dizer obrigado é dizer tudo, mesmo sentido ser tão pouco.
Serei bom pároco se tiver bons paroquianos. Sereis bons paroquianos se eu me esforçar ainda mais por ser bom pároco… Bom Pastor.
Padre para vós… peregrino convosco!
Vamos juntos!
Pe. António Martins
In manus tuas, Pater.