segunda-feira, 18 de abril de 2016

Ainda a respeito do domingo do bom pastor


A figura bíblica de Cristo, bom pastor, evoca a doação, a simplicidade, o serviço, a dedicação total, o amor gratuito. É alguém que é capaz de dar a própria vida para defender incondicionalmente as ovelhas que lhe foram confiadas.
Como tudo seria diferente se na Igreja, na vida social, política e cultural todos procurassem ser “bons pastores” dos outros seus irmãos e não apenas importantes e famosos que se preocupam apenas em cultivar o seu ego.
Como fazem falta, nos dias de hoje, bons guias e sérios interpeladores dos seus irmãos. Haver até haverá – pessoas que vivem e procuram testemunhar os valores e princípios importantes da existência humana - mas infelizmente não lhes dão voz, tempo de antena e importância.
Cristo convida os padres, os bispos a, com docilidade, ternura e constante atenção conduzir aos prados mais verdejantes o Povo de Deus. Aqueles que querem ser Povo de Deus e não simplesmente receptores de serviços pastorais ou cumpridores de ritos tradicionais vazios de sentido e objetividade.
Como padre das coisas que mais cansa e dói é sentir que muitas vezes não consigo ser pastor – bom pastor… muitas vezes por fragilidade minha. Mas muitas outras tentar ser bom pastor e não conseguir passar de simples árbitro.  Apenas isso. Árbitro de contendas e “partidos”. Arbitro de egos e status. E, no final… nestas coisas todas… de quem é sempre a culpa? – É do árbitro.