sábado, 23 de abril de 2016

ANÚNCIO, INTERCESSÃO, ESPERANÇA


 As três Palavras do Cristão que quer viver o mandamento do Amor
- V domingo da Páscoa -


Hoje Jesus, no texto do Evangelho, “depois de Judas ter saído”,  resumiu para os seus mais próximos e fieis o mais importante da sua ação e pregação.

Disse-lhes claramente que o amor há-de ser o que identifica os seguidores de Jesus. A capacidade de amar há-de ser o que manifesta e prova a fé em Deus.

Mais claro Jesus não podia ser. No contexto da ultima ceia enquanto se despede dos discípulos e lhes deixa as últimas recomendações depois de lhes lavar os pés e de anunciar à comunidade a traição de um do grupo Jesus afirma categoricamente o mandamento novo do amor que não condena,  que não limita a liberdade que gratuitamente se dá e entrega de forma radical e sempre.

A proposta  cristã  resume-se  no  amor.  Dizia Santo Agostinho – Ama e faz o que quiseres! Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”

É o amor  que  nos  distingue,  que  nos identifica; quem não aceita o amor, não pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus.
O que é que está no centro da nossa experiência cristã? A nossa religião é a religião do amor, ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos?

Falar de amor hoje pode ser equívoco… A palavra “amor” é, demasiadas vezes, usada para definir comportamentos egoístas, interesseiros, que usam o outro, que fazem mal, que limitam horizontes, que roubam a liberdade… Mas o amor  de que Jesus fala é o amor que se faz serviço, que acolhe e que respeita a liberdade do outro sem nunca discriminar ou marginalizar. É dom gratuito para nossa realização e felicidade do outro.

O Papa Francisco esta semana, numa das homilias da missa semanal pediu que todos os cristãos amassem a Deus e ao próximo com três palavras:
Todo o Cristão tem de ser capaz de ANUNCIAR; INTERCEDER E ESPERAR (ter esperança).               

O Papa terminou a sua homilia com as seguintes interrogações que queremos fazer hoje nós também:
“Podemos perguntar-nos, cada um de nós: como é o anúncio na minha vida? Como é a minha relação com Jesus que intercede por mim? E como é a minha esperança? Acredito realmente que o Senhor ressuscitou? Acredito que reza por mim ao Pai? Toda as vezes que o chamo, Ele está a rezar por mim, intercede. Acredito realmente que o Senhor voltará? Vai fazer-nos bem perguntar isto sobre a nossa fé: acredito no anúncio? Acredito na intercessão? Sou um homem ou uma mulher de esperança?"

Que neste domingo ressoe bem fundo estes desafios que nos conduzem ao amor a Deus e ao próximo:

Ama e faz o que quiseres! Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”.