As três Palavras do Cristão que quer viver o mandamento do Amor
- V domingo da Páscoa -
Hoje Jesus, no texto do
Evangelho, “depois de Judas ter saído”,
resumiu para os seus mais próximos e fieis o mais importante da sua ação
e pregação.
Disse-lhes claramente que o amor há-de
ser o que identifica os seguidores de Jesus. A capacidade de amar há-de
ser o que manifesta e prova a fé em Deus.
Mais claro Jesus não podia ser. No
contexto da ultima ceia enquanto se despede dos discípulos e lhes deixa as
últimas recomendações depois de lhes lavar os pés e de anunciar à comunidade a
traição de um do grupo Jesus afirma categoricamente o mandamento novo do amor
que não condena, que não limita a liberdade que gratuitamente se dá e
entrega de forma radical e sempre.
A proposta cristã resume-se
no amor. Dizia Santo Agostinho – Ama e faz o que quiseres! Se calares, calarás
com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor;
se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma
coisa senão o amor serão os teus frutos”
É o amor que nos
distingue, que nos identifica; quem não aceita o amor, não
pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus.
O que é que está no centro da nossa
experiência cristã? A nossa religião é a religião do amor, ou é a religião das
leis, das exigências, dos ritos externos?
Falar de amor hoje pode ser equívoco… A
palavra “amor” é, demasiadas vezes, usada para definir comportamentos egoístas,
interesseiros, que usam o outro, que fazem mal, que limitam horizontes, que
roubam a liberdade… Mas o amor de que
Jesus fala é o amor que se faz serviço, que acolhe e que respeita a liberdade
do outro sem nunca discriminar ou marginalizar. É dom gratuito para nossa
realização e felicidade do outro.
O Papa Francisco esta semana, numa das
homilias da missa semanal pediu que todos os cristãos amassem a Deus e ao
próximo com três palavras:
Todo o Cristão tem de ser capaz de
ANUNCIAR; INTERCEDER E ESPERAR (ter esperança).
O Papa terminou a sua homilia
com as seguintes interrogações que queremos fazer hoje nós também:
“Podemos perguntar-nos, cada um de nós:
como é o anúncio na minha vida? Como é a minha relação com Jesus que intercede
por mim? E como é a minha esperança? Acredito realmente que o Senhor
ressuscitou? Acredito que reza por mim ao Pai? Toda as vezes que o chamo, Ele
está a rezar por mim, intercede. Acredito realmente que o Senhor voltará? Vai
fazer-nos bem perguntar isto sobre a nossa fé: acredito no anúncio? Acredito na
intercessão? Sou um homem ou uma mulher de esperança?"
Que neste domingo ressoe bem
fundo estes desafios que nos conduzem ao amor a Deus e ao próximo:
Ama e faz o que quiseres! Se calares, calarás
com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor;
se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma
coisa senão o amor serão os teus frutos”.